Em 1994, foi celebrado em todo o mundo, por decisão da ONU, o ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA. Desde então, o dia 15 de Maio foi instituído como o DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA. Em 2026, comemoramos o seu 32.º aniversário.
Mais do que nunca, esta data não deve ser ignorada. Toda a comunidade humana deve tomá-la a peito com convicção e alegria. A Família, embora abalada por ataques violentos, continua a ser o fundamento e ponto de partida para o equilíbrio da sociedade. Sem famílias equilibradas, vivificadas amorosamente, não há futuro sustentável.
Exemplos recentes no Ocidente, como a tentativa de abolir a proteção especial do Estado à família na Alemanha, ou a supressão das celebrações do Dia do Pai e da Mãe em jardins de infância na Áustria, revelam uma desconstrução acelerada em nome de modelos que se dizem 'contemporâneos'.
Para onde caminhamos, Ocidente?
A Igreja Católica sempre ensinou que o matrimónio é uma instituição de direito natural, anterior ao Estado, fundada na união entre um Homem e uma Mulher. Este é o nosso património e saberemos lutar por ele contra as novas tiranias desconstruidoras da nossa cultura humana fundamental.
Neste Dia Internacional da Família, o IIFC/IFCI recorda a importância de revisitar dois documentos estruturantes: a Exortação Apostólica Familiaris Consortio (1981) e a CARTA DOS DIREITOS DA FAMÍLIA (1983). Num momento histórico onde "não é permitido o ócio", nada fazer é ser conivente com a desconstrução da nossa civilização.
Carlos Aguiar Gomes
Presidente do IIFC/IFCI