Logo IIFC

O Presidente da Polónia, Karol Nawrocki, proferiu um discurso corajoso, desassombrado e extremamente oportuno na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Referindo-se a um dos mais sérios problemas das nossas sociedades, Nawrockiw, referiu:

“(…) Uma das dificuldades é a crise demográfica, que não é uma simples questão estatística. Mas que é um desafio colocado à própria civilização.
As sociedades estão envelhecidas e a natalidade está em baixa, a erosão dos laços sociais é real, e tudo isto mina os próprios fundamentos das nossas nações.
A resposta não poderia ser uma mera série de medidas económicas. Temos de reconstruir a nossas instituições. Temos de proteger e valorizar o valor da família, reforçar a importância significativa da parentalidade. Sim, a família, o pai e a mãe, devemos apreciar mais o valor da família, e devemos apreciar melhor as suas funções que são a primeira etapa para suplantar a crise demográfica.
Sem comunidades e famílias sólidas não teremos desenvolvimento estável nem segurança a longo prazo.
Façamos tudo o que pudermos para que a nossa cultura e os média se liguem mais em promover a natalidade e não o aborto.”
O Presidente polaco colocou o “dedo na ferida”: a crise demográfica tremenda em que estamos mergulhados há décadas e que piora todos os anos tem de se enfrentar, de forma firme, primeiramente no plano cultural sem descurar as medidas de natureza económica.

Presidente da Polónia, Karol Nawrocki, discursa na 81.ª Assembleia Geral da ONU Imagem | Presidente da Polónia, Karol Nawrocki, discursa na 81.ª Assembleia Geral da ONU )
Vivemos uma época ferozmente anti-natalista, o que é uma evidência mesmo para os mais distraídos. E esta “normalidade” está a provar-se altamente perigosa. Na Europa já são raros os países onde há substituição de gerações, como Portugal onde há várias décadas, e de forma constante, não há substituição geracional. Acrescentado a esta catástrofe, as políticas têm-se dirigido de forma permanente num sentido mais gravoso, promovendo o aborto nas suas mais variadas modalidades (desde a distribuição da chamada “pílula do dia seguinte” (*) até ao aborto provocado cada vez mais tardiamente).

E não contentes com este desiderato, faltam dramaticamente os “CENTROS DE APOIO À VIDA” (**) que os sucessivos governos não estão interessados em criar condições para que estes surjam; nas escolas promovem-se noções de sexualidade desregulada e sem freios; a comunicação, poucas excepções, está ao serviço pleno destes projectos ideológicos.

Como já aqui se tem dito, é dramática a situação do chamado Ocidente, do ponto de vista da Vida e do Direito à Vida e a passividade e desinteresse dos cidadãos é clamorosa.

Papa Leão XIV durante discurso na Imagem | Papa Leão XIV durante discurso na "Salla des fêtes", no Palácio do Eliseu (VATICAN MEDIA)
O Papa Leão XIV, na sua magnífica visita pastoral a França (Setembro 2026), com clareza, dirigindo-se aos jovens, disse: “Não tenham medo de formar família, de ter filhos, de defender a dignidade de cada pessoa, desde o primeiro instante no ventre materno até ao seu último suspiro”.

Impõem-se mudanças de mentalidades. Já!

UMA OUTRA POLÍTICA FAMILIAR É POSSÍVEL,
URGENTE
E NECESSÁRIA!


(*) - A chamada pílula do dia seguinte ou de emergência não é um anti-concepcional como se tem dito. É um abortivo precoce.

(**) - Os CAV - Centros de Apoio à Vida - foram criados pelo Governo de Durão Barroso e regulamentados pelo de Pedro Santana Lopes, mas nunca foram implementados por vontade dos governos sucessivos.

Carlos Aguiar Gomes
Presidente do IIFC/IFCI