Dia 15 de Agosto, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, feriado nacional em Portugal e noutros países de cultura católica. Mas… quantos dos nossos concidadãos sabem por que razão este dia de Agosto é feriado (não é o mesmo que dia
Santo)?
Seria interessante fazer-se um inquérito para se saber o que, de facto, sabem os portugueses deste dia…
Contudo, esta grande festa mariana é já muito antiga. Muitas das catedrais da Europa estão dedicadas à Assunção de Nossa Senhora. Muitos pintores, escultores ou músicos “trabalharam” esta solenidade. Entretanto, neste tempo de tudo “liquido” incluindo a Religião, esfumou-se o conhecimento, também, sobre o real significado do que pretensamente
estará a ser celebrado a 15 de Agosto.
A ACADEMIA MARIANA THEOTOKOS não poderia deixar de assinalar esta efeméride maior do calendário católico. Sendo esta Academia filha da MILITIA SANCTÆ MARIÆ - Companhia Regular e Militante
dos Cavaleiros de Nossa Senhora, cujo capítulo VIII da sua Regra refere que “A Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e Rainha do mundo, titular da Catedral de Chartres” (onde a MSM teve a sua primeira erecção canónica)
se deverá assinalar como solenidade maior. Assim, queremos celebrar Maria Santíssima, a Theotokos, a Santa Mãe de Deus, assinalando a data em que a Igreja Católica recorda e nos recorda que Maria foi elevada ao Céu em Corpo e Alma,
como sempre a Igreja acreditou e o Papa Pio XII definiu como dogma na Bula “Munificentissimus Deus” de 1 de Novembro de 1950 deste modo solene:
44. Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial.Nesta verdade da nossa Fé os nossos antepassados acreditaram e em sua honra deixaram-nos inúmeros testemunhos que, muitos deles ainda hoje podem ser contemplados. É esta verdade que nos dá a esperança da ressurreição.
45. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica.
46. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa definição da assunção corpórea da virgem Maria ao céu, queremos que se conservem esta carta para perpétua memória; mandamos também que, aos seus transuntos ou cópias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela mão de algum notário público, e munidas com o selo de alguma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, se lhes dê o mesmo crédito que à presente, se fosse apresentada e mostrada.
47. A ninguém, pois, seja lícito infringir esta nossa declaração, proclamação e definição, ou temerariamente opor-se-lhe e contrariá-la. Se alguém presumir intentá-lo, saiba que incorre na indignação de Deus omnipotente e dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo.
Por tudo o que se tem dito, escrito e rezado, a nossa preciosa memória nunca deveria deixar que esta solenidade passe despercebida e ignorada. E que, se porventura, participarmos, caminhando, numa procissão, a nossa fé seja testemunhada pelo silêncio participativo e compostura de atitudes orantes. Uma procissão é um acto de Fé. Não é, sublinhe-se, uma manifestação folclórica/etnográfica!
Que a Senhora, Rainha de Portugal, nesta data festiva de exaltação na sua elevação ao céu em corpo e alma, seja para cada um de nós um momento favorável, um verdadeiro kairos, para a nossa salvação. Cantemos, com grande alegria: Maria foi elevada aos céus, alegrem-se os Anjos! Aleluia!